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Notícia

Burevestnik: novo míssil de cruzeiro russo de alcance global

Rússia anuncia testes bem-sucedidos de novo míssil com "alcance ilimitado"

Da Redação

O cenário político global ganhou novos contornos nesta semana com o anúncio feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, sobre o sucesso nos testes do míssil Burevestnik. Segundo o líder do Kremlin, tanto este novo armamento quanto o aparelho submarino não tripulado Poseidon serão os pilares da segurança estratégica da Rússia durante todo o século XXI.

Apesar do tom firme sobre o poderio militar, Putin ressaltou que o país não tem intenção de ameaçar outras nações e que permanece à disposição para diálogos que tragam benefícios mútuos. No entanto, as características dessas novas armas — chamadas por especialistas internacionais de "armas do Apocalipse" devido ao seu potencial destrutivo — têm gerado preocupação em diversas capitais do mundo.

Tecnologia e Alcance

O 9М730 Burevestnik (identificado pela OTAN como Skyfall) é um míssil de cruzeiro intercontinental que traz uma inovação importante: a propulsão nuclear. Diferente dos mísseis convencionais, que dependem de combustíveis como querosene ou sintéticos, este modelo utiliza energia nuclear, o que lhe confere um alcance praticamente infinito e a capacidade de permanecer no ar por longos períodos.

Em relatório apresentado ao governo em 26 de outubro de 2025, o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, confirmou que, em testes realizados no dia 21 do mesmo mês, o míssil percorreu a impressionante marca de 14 mil quilômetros em apenas 15 horas.

Histórico e Estratégia

O projeto do Burevestnik não é recente. Ele começou a ser desenhado ainda em 2001, após os Estados Unidos se retirarem de um tratado de limitação de sistemas de mísseis. Somente em 2018 o projeto foi tornado público, sendo descrito por Putin como uma arma "invulnerável" aos sistemas de defesa atuais.

Recentemente, a inteligência da Noruega confirmou que os ensaios ocorreram na região do arquipélago de Novaya Zemlya. Agora, o governo russo trabalha na preparação da infraestrutura necessária para que o míssil seja entregue às tropas, embora ainda existam etapas técnicas antes do seu uso efetivo em combate.

A grande vantagem estratégica dessa arma, segundo especialistas, é a sua imprevisibilidade. Por poder voar por tempo indeterminado e alterar sua rota, o míssil pode contornar sistemas de vigilância e atacar de direções inesperadas, como as zonas polares, onde a fiscalização é mais baixa, tornando-se um alvo extremamente difícil de ser detectado pelos radares tradicionais.

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